Pedro e seu presente de Natal
Narrado por •
Era uma vez um menino chamado Pedro, que morava em uma cidade grande e movimentada.
Ele adorava o Natal, mas não por causa do nascimento de Jesus, e sim por causa dos presentes que ganhava.
Ele era muito mimado e exigente, e sempre pedia aos seus pais brinquedos caros e modernos, como videogames, tablets, drones e robôs.
E quando não ganhava o que tinha pedido… era um Deus nos acuda! Ele ficava irritado e saía batendo a porta do quarto, pisando firme no chão.
Pedro não se importava com os outros, e por isso nunca compartilhava ou doava seus brinquedos antigos
Ele também pouco se importava com o verdadeiro sentido do Natal.
Ele só estava interessado em se divertir e de ter mais coisas do que os seus amigos da escola.
Até que um dia, Pedro recebeu um convite muito estranho.
Era uma carta escrita à mão, com uma letra antiga e bonita, que dizia assim:
"Querido Pedro,
Eu sou o seu tio-avô, irmão do seu bisavô, alguém que você nunca conheceu.
Eu moro em uma fazenda no interior, bem longe da cidade onde você vive.
Sou muito velho e não tenho família, só alguns animais que me fazem companhia.
Eu gostaria muito de receber a sua visita neste Natal, para poder conhecer você e rever os seus pais, a quem não vejo há tanto tempo.
Eu tenho um presente especial para você, que vai mudar a sua vida.
Por favor, aceite o meu convite e venha passar uns dias comigo na fazenda.
Pedro ficou muito curioso com aquela carta.
Ele nunca tinha ouvido falar daquele tio-avô, nem sabia que ele existia.
Ele perguntou aos seus pais quem era ele, e eles disseram que era um homem muito sábio e bondoso, que vivia de um jeito simples e feliz, aproveitando o que a natureza lhe oferecia.
Eles disseram que seria bom para Pedro conhecer um lugar diferente como a fazenda e conviver um pouco com a natureza.
Pedro não ficou muito animado, pois achava que lá seria muito chato e sem graça.
Mas ele ficou interessado no presente que o tio-avô disse que tinha para ele.
Quem sabe ele fosse um fazendeiro muito rico?
Pedro ficou imaginando que tipos de brinquedos incríveis e caros estariam esperando por ele lá.
Talvez ele ganhasse algo que nunca tinha visto antes!
Com essas ideias em mente, ele decidiu aceitar o convite, mas fez uma lista enorme de outros presentes que queria ganhar, além daquele que o tal tio-avô prometeu.
Afinal de contas, ele não viajaria para tão longe por causa de um único presentinho.
Finalmente, Pedro colocou a lista na mala e partiu com seus pais para a fazenda.
Depois de colocarem a bagagem no carro, Pedro e seus pais partiram para a fazenda.
Eles viajaram por muitos dias, passando por estradas de terra e de asfalto, até chegarem ao destino, que parecia no ficar bem no
Depois de muitos dias ignorando seu tio-avô e tudo o que acontecia na fazenda, apenas caminhando do quarto para a cozinha com seu fone de ouvidos grudado na cabeça, Pedro de repente foi tomado por um sentimento de entusiasmo.
Foi no dia 24 de dezembro: Pedro acabou acordou cedo e, por não encontrar ninguém na cozinha, foi até a sala, onde se surpreendeu com uma pequena árvore de Natal enfeitada com luzes e bolas coloridas.
Aquela era a única coisa que lembrava o Natal naquela casa, mas deixou Pedro animado.
Finalmente tinha chegado o grande dia!
Ele procurou pelos presentes embaixo dos enfeites da árvore, mas não encontrou nenhum.
Ele ficou furioso e perguntou ao seu tio-avô, assim que ele apareceu na sala:
- Cadê os meus presentes? Eu fiz uma lista enorme e você não comprou nada?
- Meu filho, eu não tenho dinheiro para comprar esses presentes que você pediu.
Eles são muito caros e muitos deles são bem desnecessários.
Mas sim, eu tenho um presente para você.
Um presente bem diferente de tudo o que você já viu.
É um presente que não se compra, mas se sente.
- Que presente é esse? Eu não quero saber de nada disso.
Eu quero os meus brinquedos!
- Venha comigo, eu vou te mostrar.
Mas antes, você precisa me prometer uma coisa.
- O que?
- Você precisa me prometer que vai olhar com atenção, ouvir com atenção, e sentir com atenção.
Você precisa me prometer que vai deixar a sua mente aberta e o seu coração disposto.
Você precisa me prometer que vai dar uma chance para o meu presente.
- Tá bom, tá bom.
Eu prometo.
Mas anda logo, me mostra logo esse presente.
O tio-avô então pegou Pedro pela mão e o levou para fora de casa, rumo ao estábulo, que estava todo iluminado.
Vendo aquelas luzes ao longe, o menino logo sentiu um arrepio e um calorzinho no coração!
“O que será esse presente tão especial que está me esperando ali, com toda essa pompa?” pensou o Pedro
- Ali está o seu presente, Pedro.
Empolgado, Pedro quis correr até o estábulo Iluminado, mas sentiu a mão do seu tio-avô segurando o seu ombro.
Ele disse com uma voz calma e carinhosa:
- Ainda não, filho.
O Natal é só amanhã.
Hoje é o dia de nos prepararmos para ele.
Então, Pedro foi conduzido de volta para a sala onde seus pais o esperavam com doces e outras comidas gostosas.
Eles comeram, cantaram, riram e contaram histórias o dia todo.
Eles falaram sobre os natais da sua época de crianças e das lições bíblicas que aprenderam com o tio-avô naqueles dias inesquecíveis.
Cansado de tanto ouvir as histórias sobre as travessuras de seus pais que o tio-avô contava, Pedro acabou adormecendo no pequeno sofá ao lado da árvore de Natal e seu pai o cobriu com um cobertor antes de ir para ser quarto.
No dia seguinte bem cedo, Pedro sentiu novamente a mão do tio avo em seu ombro, despertando-o.
Ele se levantou e o seguiu, sabendo exatamente para onde iam naquela manhã de natal.
Conforme avô e neto se aproximavam do estábulo, Pedro aos poucos conseguia perceber que ali havia um presépio.
Mais de perto, ele se deparou com as figuras de Maria, José e o menino Jesus.
Lá também estavam alguns animais, como vacas, ovelhas e galinhas.
O tio-avô apontou para o presépio e disse:
- Este é o meu presente para você.
Eu costuma montar este presépio para o seu pai e as outras crianças da vizinhança conhecerem o verdadeiro significado do Natal.
Mas faz muito tempo que eu não o montava mais, desde que as crianças cresceram e se mudaram para a cidade grande.
Pedro olhou para o presépio e sentiu algo diferente em seu coração.
Ele viu o rosto de Jesus, que parecia sorrir para ele.
Ele viu os olhos de Maria, que pareciam transmitir ternura e compaixão.
Ele viu a expressão de José, que parecia demonstrar coragem e confiança.
Ele viu os animais, que pareciam conviver em harmonia e alegria.
Ele ouviu uma música suave, que parecia vir do céu. Ele sentiu uma paz que nunca havia sentido antes.
- Este sim é um verdadeiro presente de Natal, Pedro. Não o presépio em si, mas o sentimento que você está experimentando agora. Esse sentimento nos lembra do maior presente de Natal da história, que Deus nos deu há mais de dois mil anos, quando enviou o seu filho ao mundo para nos salvar. Este é o presente que nos ensina o amor, a humildade, a paz, a esperança, a fé. Este é o presente que vale mais do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar.
Pedro caiu em si e percebeu o quanto estava sendo egoísta e ingrato, valorizando as coisas erradas. Ele finalmente entendeu que estava esquecendo o verdadeiro sentido do Natal. Pedro se emocionou e abraçou o seu tio-avô, dizendo:
- Obrigado, vovô. Obrigado por me dar esse presente. Obrigado por me ensinar essa lição. Eu entendi o que é o Natal. Eu quero ser uma pessoa melhor. Eu quero ser feliz com o que eu tenho. Eu quero compartilhar o amor de Deus com os outros.
O avô sorriu e disse:
- Eu fico muito feliz em ouvir isso, meu filho. Foi exatamente como Deus disse que seria.
- Como assim, vovô? Como você sabia que eu precisava desse presente? Como você sabia o que iria acontecer?
- Meu filho, eu sabia porque Deus me contou. Ele me falou de você, quando eu estava orando pela sua família, sentado ali grama em um entardecer desses. Deus me disse que você era um menino bom, mas que estava se perdendo no caminho. Ele me disse que você precisava conhecer o amor de Deus, e que eu poderia ajudar te mostrar o seu filho Jesus. Eu aceitei a missão e decidi te enviar aquela carta convidando para vir aqui e ver esse presépio. Não foi fácil montá-lo mais uma vez montado depois de todos esses anos, mas o sorriso no seu rosto fez valer muito a pena.
- Vovô, eu não sei o que dizer. Eu estou muito feliz. Eu estou muito agradecido a Deus e a você. Eu estou muito emocionado.
- Não precisa dizer nada, meu filho. Só precisa sentir, e guardar esse sentimento. Deixe que Deus faça o resto.
Eles se abraçaram e voltaram para a casa, onde encontraram os pais de Pedro já preparando as comidas especiais de Natal. Eles celebraram a data em família, agradecendo a Deus pelo seu amor e pela sua graça. E Pedro nunca mais foi o mesmo, pois nunca mais se esqueceu daquele dia e daquele presente especial.