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O vagalume que descobriu o Natal
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O vagalume que descobriu o Natal

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Luminoso, o vagalume, sempre foi conhecido por sua curiosidade e amor pela exploração.

Certa noite ele voava animado, iluminando a noite escura na floresta enquanto brincava de esconde-esconde com seus irmãos vagalumes, quando se aventurou um pouco longe demais e acabou se perdendo.

Não demorou muito para luminoso descobrir que a floresta era bem mais vasta e escura do que ele imaginava e logo o pequeno vagalume se viu cada vez mais perdido e completamente sozinho, com o frio o abraçando como um velho cobertor gelado.

Todos sabiam que Luminoso era um vagalume que tinha um coração curioso, cheio de uma valentia que não cabia dentro de si.

Mas em uma noite de céu tão escuro como aquela, onde nem as estrelas mais brilhantes se atreviam a piscar, Luminoso se sentiu um alvo fácil vagando sozinho pelo mundo à noite.

Olhando para um lado e para o outro, procurando o caminho de volta para casa, um pequeno e distante facho de luz chamou sua atenção.

Com o coração batendo forte de esperança, Luminoso seguiu rapidamente a luz que parecia dançar ao sabor do vento gelado.

“Deve ser algum dos meus irmãos que saiu em minha busca!”, pensou ele.

Voando rápido em direção à luz, Luminoso reparou em como neve fofa e branca refletia o brilho desse facho de luz e fazia parecer que ele aos poucos aumentava, criando um rastro de claridade cada vez maior no chão.

"Ué, será que estou seguindo é alguma estrela cadente?" Se perguntou Luminoso, já preocupado com onde ele iria parar.

Depois de algum tempo perseguindo o facho de luz, Luminoso descobriu aliviado que não se tratava de uma estrela cadente.

Ele notou que a luz vinha de uma janela aconchegante, onde cortinas vermelhas balançavam suavemente.

Decepcionado por não ter encontrado sua família, Luminoso reparou que o reflexo do facho de luz na neve logo assumiu o formato retangular da janela no chão, quase como se fosse um tapete brilhoso de boas vindas para ele.

Desapontado, mas curioso como era, Luminoso se aproximou um pouco mais e espiou para dentro da casa e viu uma família reunida, compartilhando histórias e risadas ao redor de uma lareira crepitante.

O calor do amor e da união era quase palpável, e fez Luminoso sentir aumentar a saudade de seus irmãos.

Com os olhos cheios de lágrimas, ele se aproximou ainda mais da janela e ficou maravilhado com a fonte da luz que o atraiu: era uma árvore coberta de luzes coloridas, brilhando como pequenas chamas.

“O que é aquilo? Será uma fogueira? Ou uma festa de pirilampos?" se perguntou ele.

De repente, Luminoso sentiu o coração batendo como um tambor, agora cheio de uma nova esperança!

“Já sei, já sei! Essas luzes só podem ser os meus irmãos! Eles estão juntos me procurando dentro dessa casa! Mas o que eles estão fazendo tão parados nessa árvore? Não importa, o que importa é que finalmente eu estou salvo!”

Fascinado pela alegria das luzes que piscavam em harmonia, mas intrigado pelas novas cores que elas produziam - cores que ele nunca tinha visto em nenhum vagalume na vida -, Luminoso entrou na casa pela janela entreaberta, ansioso para reencontrar sua família.

Ele seguiu a luz até chegar no canto da sala onde a árvore imensa se erguia até o teto, adornada com luzes de todas as cores, piscando e dançando, mas estranhou que nenhuma delas olhava para ele….

Dentro da casa, o calor de uma lareira acesa e o som de risadas fez Luminoso se sentir muito bem acolhido.

Cuidadosamente, ele voou entre os presentes e as comidas à mesa, tentando se aproximar do que ele imaginava serem seus irmãos vagalumes na árvore.

Mas ele não conseguiu escapar completamente.

Uma menina, com olhos tão brilhantes quanto as luzes de Natal, percebeu a chegada do pequeno visitante.

"Olá, amiguinho! Você veio para celebrar o Natal conosco?", disse ela, oferecendo-lhe um lugar de honra na ponta de um galho da árvore de natal.

Geralmente os vagalumes fogem rápido quando são encontrados por crianças, mas Luminoso sentiu que podia confiar na menina.

Ele ficou ali, pousado no galho e escutou, fascinado, enquanto ela contava histórias de um certo menino que nasceu em uma noite como aquela, há muitos anos atrás, trazendo esperança e amor ao mundo inteiro.

"As luzes representam a luz eterna que Ele trouxe para nossas vidas", explicou ela.

A menina disse ainda que toda a natureza espera ansiosa para que os corações dos filhos de Deus sejam iluminados no mundo inteiro com a boa notícia do nascimento de Jesus.

Assim, o mundo inteiro será restaurado pelo amor de Deus

Luminoso entendeu então, que a luz que o tinha atraído até ali, apesar de não ser um chamado de seus irmãos, era sim um chamado, mas chamado ainda maior.

Era um chamado de Deus para ele conhecer e celebrar aquela noite especial.

Comovido com tudo o que ouviu a menina contar, Luminoso decidiu que não poderia simplesmente guardar tudo aquilo para si.

Ele sentiu reacender no coração o desejo de voltar para casa, mas não sem antes levar consigo um pouco daquela luz.

Inspirado, ele pegou fio de um dos laços vermelhos que enfeitavam a árvore e saiu pela janela.

Ele voou de volta para a floresta, brilhando como nunca.

No caminho, Luminoso fechou os olhos e pediu para que Deus o guiasse de volta.

Quando finalmente abriu os olhos, Luminoso reencontrou sua família, no centro da floresta!

Eles se abraçaram emocionados, e a alegria daquela multidão de vagalumes abraçados abriu um clarão luminoso na floresta escura, um clarão que dava para ver de longe.

Atraídos pela luz, animais da floresta começaram a vir de todos os lados e Luminoso aproveitou a oportunidade para falar de Jesus.

"Venham, tenho uma história para contar!", exclamou Luminoso,

Ele mostrou o fio vermelho que trazia consigo e disse que aquela noite era uma noite muito especial!

Era o momento de celebrar o nascimento de um menino que veio ao mundo trazer amor e luz eterna!

O fio vermelho simbolizava a realeza dessa criança, que era o filho de Deus, criador do Universo!

Iluminados pela luz e pelas palavras de Luminoso, juntos eles eles celebraram um Natal inesquecível, cheio de amor e esperança, sabendo que a Salvação do Senhor havia chegado ao mundo!

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