O que é que eu faço só com isso
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O que é que eu faço só com isso?
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Introdução da História
Introdução: Alegre > The Zeppellin
Oi! Eu sou o Pastor Walternor Brandão e hoje eu vou te contar a incrível história de um menino que era apaixonado por experiências científicas e que não via a hora de ganhar o primeiro lugar na Feira de Ciências da sua Escola.
Mas parece que, mesmo depois de esperar tanto tempo e de se preparar tão bem, as coisas não aconteceram como ele imaginava.
Parece que Deus queria ensinar algo muito especial para ele.
Quer saber como termina essa história, né?
Então se aconchega e abre bem os ouvidos, que hoje eu vou te contar mais essa história que eu aprendi pelo Caminho!
Mas antes, vamos aos nossos recadinhos!
: Inconstante > Spunk Lit
(histórias exclusivas)
(parte 1)
Waiting on Arrival
Era uma vez um menino chamado Marcelo.
Ele gostava muito de experiências científicas.
Na escola, a aula de ciências era a sua favorita.
Seu maior sonho era se tornar cientista um dia.
Marcelo assistia a vários vídeos no YouTube sobre como foram feitas as maiores experiências da história da humanidade e como essas descobertas mudaram a nossa vida.
Sua curiosidade era tão grande que muitas vezes Marcelo repetia algumas dessas experiências em casa.
Foi assim que ele fabricou sua própria massinha de modelar e um slime bem diferente também.
A época do ano que Marcelo mais gostava era o verão.
Mas não por causa do calor, ou do sol forte que incentiva os pais a levarem os filhos para a praia ou para o clube.
Na verdade, Marcelo gostava do verão porque era nessa época do ano que acontecia a feira de ciências da sua escola.
Ele ainda não podia participar, porque com apenas 7 anos, ele ainda estudava no Ensino Fundamental e a feira de ciências era um evento para os meninos mais velhos, do Ensino Médio.
Mas, mesmo assim, Marcelo não perdia uma feira de ciências sequer.
Ele fazia questão de pedir ao seu pai para levá-lo, até mesmo no sábado, para que ele tivesse a oportunidade de observar cada experiência realizada.
E ele perguntava tudo para os meninos mais velhos: como eles tinham feito a experiência, de onde tinha surgido a ideia para ela, como conseguiram os materiais necessários.
Marcelo queria saber de tudo.
Ele queria estar muito bem preparado para quando fosse a vez dele participar daquela Feira de Ciências.
E ele ia fazer algo muito diferente, que ninguém jamais teria visto.
Esse era mais um motivo para ele conhecer de perto cada experiência: fazer algo novo, que ninguém nunca tivesse feito.
Os anos se passaram e Marcelo continuou indo a todas as feiras de ciência da sua escola.
Ele esperou pacientemente, até que chegou o grande dia, quando ele passou da última série do Ensino Fundamental para a primeira série do Ensino Médio.
Agora ele estava pronto para fazer a maior experiência científica que aquela escola jamais tinha visto…
(parte 2)
The face of the Trush
Depois de esperar tanto tempo, agora como aluno do ensino médio, Marcelo não tinha mais tempo a perder.
Por isso, já no início do ano, ele começou a preparar com muito cuidado cada detalhe daquela que seria a sua primeira experiência científica na Escola,
Sua primeira tarefa era escolher qual ideia ele iria utilizar - e isso não foi nada fácil.
Depois de tanto tempo observando e analisando as experiências dos outros, você pode imaginar quantas ideias Marcelo já tinha anotadas em seu caderno.
Eram dezenas!
Mas finalmente ele conseguiu se resolver e decidiu fazer uma demonstração de como funciona a digestão no corpo humano.
Para isso ele iria usar biscoitos para cachorro e um líquido especial para dissolvê-los, mostrando o que acontece com a comida no nosso estômago.
Depois de escolhida a ideia, Marcelo preparou todos os materiais e começou a montar sua maquete.
Um dia antes da apresentação, estava tudo pronto.
Ele olhou para tudo o que havia construído e ficou muito orgulhoso do seu excelente trabalho.
Então, deixou tudo muito bem guardado ali na garagem, onde tinha trabalhado tanto nos últimos meses e foi dormir, cansado mas muito ansioso para o dia seguinte.
Marcelo só não percebeu um pequeno detalhe.
Um pouco antes de fechar a garagem e voltar para casa, Nelson, seu cachorro de estimação, tinha entrado na garagem para ficar perto de seu dono.
Como Marcelo estava muito concentrado, não percebeu a chegada do cachorro e acabou fechando a porta com ele dentro da garagem.
No dia seguinte, quando Marcelo entrou lá para dar mais uma olhada em sua maquete, não acreditou no que viu: estava tudo destruído.
Nelson ficou com fome à noite, sentiu o cheiro dos biscoitos e comeu todos.
Não sobrou nenhum.
Além disso, ele tinha subido na mesa, derrubado tudo no chão, até conseguir comer o último biscoito.
A maquete estava em pedaços.
Marcelo ficou desesperado.
Ele não sabia o que fazer! A aula era à tarde, mas não daria tempo de refazer a maquete.
Como construir de novo em poucas horas um trabalho que levou meses para ser concluído?
Marcelo simplesmente começou a chorar.
E o seu choro chamou a atenção de seu pai, que veio ver o que havia acontecido.
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(parte 3)
The Trestle
- O que foi filho? Por que você está chorando? O que aconteceu?
- Olha só o que o Nelson fez, pai! Destruiu todo o meu trabalho!
- Era para a feira de ciências hoje, né filho?
- Sim, eu me preparei para isso durante meses, aliás anos! E agora está tudo perdido!
- Será mesmo filho?
- Sim, pai! Não dá para refazer esse projeto de ciências tudo de novo, do zero pai.
- Bom, talvez não dê para refazer ESSE projeto.
Mas e se você fizer outro? Às vezes as coisas se complicam na vida para a gente ter a oportunidade de ver as coisas por um outro lado…
- Como assim, pai?
- Que tal dar uma olhada na casa e ver o que podemos usar para fazer um outro projeto, bem rápido, a tempo de você levar para escola?
- Podemos tentar, pai!
- Mas antes, vamos orar tá?
- Tá bom pai.
Pai e filho oraram e em seguida começaram a vasculhar a casa em busca de alguma coisa que pudesse ajudá-los a construir um projeto de ciência bem rápido.
Ao final da busca, encontraram apenas uma garrafa de Coca-Cola, um pacote de balas de menta e um monte de jornal velho.
- O que eu faço só com isso, pai? Não dá para fazer nada!
- Como assim, filho? É claro que dá! Não é porque temos poucas coisas que não podemos fazer nada com elas.
- Eu acho que não dá para fazer nada só com isso, pai.
- Bom, você se lembra de quando Jesus tinha uma multidão para alimentar e os discípulos não tinham nada para dar a eles? Você se lembra como Jesus resolveu a situação?
- Não lembro, pai.
Como foi mesmo?
O pai contou novamente para Marcelo a história de um dos milagres mais maravilhosos de Jesus.
Aconteceu quando, depois de ter pregado ao povo durante uma manhã inteira, Jesus percebeu que todos estavam com muita fome, mas não queriam voltar para casa, pois queriam continuar ali, ouvindo e aprendendo com Ele.
Com pena daquelas pessoas, especialmente as crianças, Jesus chamou os discípulos e disse a eles que dessem de comer àquelas pessoas, mas eles responderam que não tinham nenhuma comida consigo, nem dinheiro para comprar.
Foi nesse momento que surgiu um menino e entregou para Jesus dois pães e cinco peixes, que ele tinha trazido para ele mesmo comer.
Essa criança demonstrou não só generosidade ao entregar tudo que tinha a Jesus, mas demonstrou fé também, porque acreditou que com aquele pouquinho de comida Jesus poderia fazer um milagre.
E foi exatamente o que aconteceu.
Jesus pegou os pães e peixes, abençoou e mandou que os discípulos distribuíssem.
Todos comeram e ficaram satisfeitos.
(parte 4)
ainda não definida
- Nossa pai, com aqueles dois pães, que a princípio só dava para um menino comer sozinho, Jesus alimentou toda aquela gente?
- Mais de cinco mil pessoas, filho.
E ainda sobraram doze cestos cheios dos pães que ninguém conseguiu comer mais, pois já estavam de barriga cheia.
- Então, será que eu consigo fazer alguma coisa boa com tão pouca coisa que temos?
- É o que Jesus ensinou ali e talvez seja o que ele quer nos ensinar hoje.
Se tivermos fé, poderemos fazer grandes coisas, mesmo tendo poucos recursos.
Melhor do que reclamar do pouco que temos é agradecer e acreditar, como o menino dos peixes fez, não é mesmo?
- Então, pai, eu vou orar e pedir que Jesus me mostre o que posso fazer com essas coisas.
- Ótima ideia, filho!
Então Marcelo foi orar e enquanto orava Deus fez com ele se lembrasse de uma das ideias que ele tinha anotado em seu caderno há um tempo atrás.
Marcelo correu até o caderno, encontrou a ideia e foi correndo contar para seu pai
- Pai, olha aqui! Dá para fazer uma experiência bem legal com o que temos! Olha só a ideia que Deus me fez lembrar!
- Hum, um vulcão de Coca-Cola e Mentos! essa é uma excelente ideia, filho! É exatamente o que temos aqui! Mãos à obra!
Os dois correram para a garagem e em pouco tempo tinham terminado o novo projeto de ciências de Marcelo.
Eles fizeram um vulcão usando os jornais velhos e um pouco de cola.
Depois pintaram com tinta e ficou igualzinho a um vulcão de verdade.
Em seguida, pegaram a garrafa de Coca-Cola e colocaram dentro do vulcão.
Pegaram também alguns bonecos de Lego e colocaram em suas mãos as balinhas de menta.
Quando tudo estava pronto, colocaram tudo no carro e foram direto para a escola.
Nem deu tempo de tomar banho.
E foi um sucesso! Marcelo fez sua apresentação, adaptando o que tinha anotado em seu caderno, há tanto tempo atrás, adicionando a passagem bíblica de que seu pai o fez lembrar.
Marcelo explicou que pequenas ações podem ter grandes consequências.
Assim como a adição de Mentos à Coca-Cola pode desencadear uma reação em cadeia que resulta em uma grande quantidade de espuma, nossas pequenas ações cotidianas podem ter grandes efeitos, como o ato generoso do menino que entregou peixes e pães para Jesus e viu uma multidão ser alimentada.
de maneira milagrosa
Marcelo utilizou os bonecos de Lego para mostrar na prática como isso acontecia.
Ele fazia os bonecos subirem o vulcão e jogarem o Mentos lá dentro, gerando uma erupção de Coca-Cola que molhava todo o boneco com a espuma e então concluía:
- Viram só? Pequenas ações podem nos inundar de grandes consequências! E se forem boas ações, ainda que pequenas, elas criarão uma enxurrada de bênçãos, como uma erupção vulcânica de alegria! Não é incrível?!
Todos seus colegas e professores ficaram impressionados com aquela experiência e com a lição que Marcelo demonstrava com ela.
O pai de Marcelo também ficou muito feliz com a alegria do filho e por ele ter aproveitado a feira de Ciências para falar de Jesus.
- Que bom que deu tudo certo, né filho!
- Bem, quase tudo né pai?
- Como assim? Não entendi filho!
- É porque a feira de ciências vai até sábado, pai.
- E o que que tem, filho?
- Sabe o que é pai? Se você não parar de comer os Mentos da minha experiência, não vai ter mais erupção nem para hoje, né!
- Eita! Desculpe! Kkk
Os dois riram, foram à padaria comprar mais Mentos e o Marcelo aprendeu uma valiosa lição: mesmo que tenhamos esperado muito tempo para ver algo acontecer, pode ser que não dê certo no primeiro momento.
Pode ser que as coisas não saiam exatamente como imaginávamos.
Mas ainda assim, Deus é poderoso e pode transformar tudo se crermos e colocarmos tudo diante dEle em oração.
Se fizermos isso, até milagres podem acontecer.
Marcelo guardou essa lição no seu coração e nunca mais se esqueceu do dia em que Jesus o ajudou a evangelizar seus amigos por meio de uma experiência científica.