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Fazendo tudo sozinho
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Fazendo tudo sozinho

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Era uma vez um menino chamado José.

Quando ainda era um bebê, José acordou no meio da noite, com muito frio.

Ao invés de chorar para chamar a atenção dos seus pais, o menino olhou para um lado e para o outro até encontrar o seu cobertor. Depois que o encontrou ali, no cantinho do berço, José o puxou para cima de si e se embrulhou, ficando bem quentinho.

Depois desse dia, José começou a resolver tudo por conta própria. Um dia, quando já tinha três anos, José viu que precisava trocar a fralda. O cheiro não estava nada bom, mas ele queria muito continuar brincando. Se chamasse os pais, era certeza que eles iam levá-lo para o banheiro para tomar um bom banho, o que ia acabar com a sua brincadeira ali na sala.

Então, José não teve dúvidas. Tirou a sua fralda e jogou no lixo. Ficou peladinho e com o bumbum ainda um pouco sujo, mas tudo bem. A brincadeira estava salva. Anos mais tarde, quando já tinha cinco anos, José se viu em uma situação bem complicada.

Ele estava na escola e ia tudo muito bem, até que, na hora do lanche, ele percebeu que seu pai tinha esquecido de enviar a sua lancheira.

Ele pensou, pensou...

Ficou olhando para os seus colegas que comiam seus lanches com aquela cara boa de quem está comendo alguma coisa muito gostosa e pensou: "eu tenho duas opções: ou eu falo com a tia para ligar para o meu pai...

ou eu posso resolver por mim mesmo".

José optou pela segunda opção e deu um jeito de tentar resolver o problema por si próprio.

A professora só percebeu o que estava acontecendo quando uma fila enorme se formou em frente à carteira de José.

Ela foi até lá para saber que bagunça era aquela e descobriu que José estava oferecendo seu material escolar em troca do lanche dos colegas: um sanduíche de presunto poderia ser trocado por três lápis de cor, um apontador e uma borracha.

O menino estava ficando rico!

E assim José foi crescendo, acostumando-se a resolver todos os problemas por conta própria, sozinho, sem ajuda de ninguém.

Um dia, porém, as coisas não saíram muito bem para ele.

Era um dia de sol e várias crianças da vizinhança estavam na casa de José, brincando na piscina.

Havia um escorregador gigante por onde a meninada descia para brincar na água.

Eles aproveitaram bastante o escorregador até que ele se quebrou.

Os pais vieram correndo ver o que tinha acontecido e depois de se certificarem que todos estavam bem, guardaram o que sobrou do escorregador.

As crianças não gostaram nada disso.

E agora? Como elas iriam deslizar até a piscina?? Foi nesse momento que José olhou para um lado, e para outro, procurando um jeito de resolver aquela situação.

Como sempre, ele achou que poderia fazer tudo sozinho e que não precisaria de ninguém para ajudá-lo.

Quando José viu um monte de caixas de papelão guardadas na garagem, ele não teve dúvidas.

Pegou cada um delas e levou para perto da piscina.

- Já sei o que vamos fazer - disse ele.

Vamos colocar essas caixas uma em cima da outra até construirmos uma torre bem alta.

Depois vamos saltar de lá para dentro da piscina!

Todas as crianças gostaram da ideia e começaram a montar a torre.

O primeiro a testar, claro, foi José.

Os outros meninos ficaram apoiando as caixas empilhadas para evitar que elas se movessem e José caísse lá de cima.

Mas, quando ele estava quase no topo, não teve jeito.

As caixas se desequilibraram e a torre começou a ruir e José levou um belo tombo.

Sorte dele que ele não caiu na beira da piscina, mas na grama.

Ainda assim, conseguiu um grande machucado no braço, que o fez gritar bem alto.

Seu pai veio correndo e o levou para o hospital, onde teve o braço engessado.

Mais tarde, em casa, eles conversaram sobre tudo aquilo que havia acontecido.

- Eu ainda não entendi como foi que você tomou uma queda tão grande, filho.

- Foi porque eu tive a ideia de fazer uma torre com as caixas de papelão, pai.

- Mas para quê?

- Para substituir o escorregador que tinha quebrado… a gente queria deslizar até a piscina!

- E porque você não pediu a minha ajuda?

- Porque eu achei que poderia fazer sozinho.

Eu sou muito esperto, sempre consigo resolver meus problemas sozinho, pai.

- É mesmo? Não é o que diz a Bíblia.

- Como assim pai?

O pai então começou a contar que, depois do dilúvio, Noé e seus filhos tiveram muitos e muitos filhos e a terra foi ficando cheia de gente novamente.

Mas essas novas pessoas não tinham aprendido a lição dos antepassados e se tornaram pessoas bem complicadas.

Um deles teve a ideia de construir uma torre que fosse tão alta que tocasse o céu.

Assim, ele achava que poderia morar no céu, pertinho de Deus, mas sem pedir a sua ajuda.

Deus viu o que eles estavam tentando fazer e desceu à terra para ver aquilo bem de perto.

Ele percebeu que todos estavam bem animados e que a obra ia sendo feita com muita rapidez.

Porém, eles jamais conseguiriam chegar até a morada de Deus, porque a única coisa que pode nos levar para lá é a fidelidade a Deus.

Só pode entrar no Céu quem ama a Jesus e obedece aos mandamentos de Deus.

Mas mesmo sabendo que eles não conseguiriam completar o plano, Deus resolveu dar uma lição neles - Deus queria que eles aprendessem a maneira correta de chegar ao céu, a tempo deles se arrependerem e mudarem de atitude.

Por isso, Deus confundiu a língua deles: uns passaram a falar inglês, outros francês.

Outros italiano, e outros ainda português.

Assim, quando alguém pedia um tijolo o outro não entendia nada e entregava um pedaço de madeira.

Outro pedia um pouco mais de cimento e seu amigo lhe entregava uma escada.

Com tanta confusão, foi impossível continuar a construção.

As pessoas que falavam italiano se juntaram e foram para uma parte do mundo, onde hoje é a Itália.

Outros, que falavam inglês se reuniram e decidiram ir para o outro lado, fundando a Inglaterra.

O mesmo aconteceu com os espanhóis e chineses, entre outros povos do mundo.

- Ué, pai! Então quer dizer que o motivo de eu ter que estudar inglês e espanhol na escola é por culpa desse pessoal aí?

- Kkk, sim filho!

- E porque eles fizeram isso? Para quê construir essa torre, se Deus já tinha dito que Ele mesmo ia fazer tudo para a gente voltar para perto dele?

O pai de José explicou então que nem todo mundo queria esperar o plano de Deus se tornar realidade.

Algumas pessoas, como aquelas que construíram a torre, achavam que tinham o direito de se assentar no trono, lá onde Deus vive e achavam também que eram capazes de conquistar esse espaço com suas próprias forças.

Mas nem o mais forte, nem o mais sábio, nem o mais santo dos homens merece ou pode conquistar um lugar no Céu.

Só Deus, o nosso pai, poderia resolver por nós o problema que surgiu com a desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden.

- Filho, Deus tinha dito mesmo que enviaria Jesus para pagar pelos nossos pecados e nos mostrar o caminho de volta para Deus.

Mas acho que aquelas pessoas da torre de Babel pensaram que o plano deles era melhor.

Infelizmente eles acharam que poderiam chegar ao céu por conta própria.

- Mas não poderiam nunca né, pai?

- Não filho, só Jesus poderia nos salvar.

Nós jamais conseguiríamos sozinhos.

Só Jesus, sendo filho de Deus, poderia pagar os nossos pecados na cruz, porque ele é o próprio Deus, ele é perfeito.

- Ainda bem que Jesus fez isso por nós, né pai?

- Sim filho, nós somos salvos e vamos para o céu pela graça de Deus.

- Mas pai…

- Diga filho

- Essa história quer dizer que nem tudo eu posso fazer sozinho, né?

- Sim, filho.

Você precisa aprender a contar comigo e com as outras pessoas que estão lá para te ajudar e te orientar.

Entendeu?

- Sim, entendi.

Então, você pode me ajudar com uma coisa pai?

- Sim, filho, claro!

- Agora que estou com o braço engessado, será que você poderia fazer a prova de matemática amanhã para mim?

- Ah, seu espertinho! Fique tranquilo, eu já pensei em tudo! Remarquei a sua prova para o mês que vem, quando você já terá tirado o gesso!

- Ah, não acredito! Isso não é justo!

- Kkkk, eu já tive a sua idade, José! Já fui como você e sei falar muito bem a sua língua!

- É, acho que me dei mal então!

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