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Cauã e o jovem rico
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Cauã e o jovem rico

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Era uma vez um menino chamado Cauã. Ele tinha três anos e gostava muito de seus brinquedos.

A primeira coisa que ele fazia quando recebia um presente era encontrar um lugar perfeito para guardá-lo cuidadosamente em seu quarto.

Cauã tinha brinquedos de todos os tipos.

Desde vários tipos de bolas até vários carrinhos de controle remoto.

Isso porque, a cada dia, o seu pai trazia um tipo diferente de brinquedo para ele.

Na segunda, por exemplo, o pai lhe dava bonecos.

Ele já tinha ganhado bonecos de vários personagens dos desenhos animados e filmes.

Já na terça-feira, o pai costumava trazer carrinhos.

Cauã já tinha uma coleção enorme de carrinhos de corrida, mas também tinha caminhões e ambulâncias.

Na quarta, era vez das bolas.

No quarto do menino tinha bolas de futebol, de basquete, de tênis e até coleção de bolinhas de gude.

Quinta-feira era dia de ganhar brinquedos eletrônicos, e esse era o dia preferido de Cauã.

Ele já tinha ganhado até tablets!

Na sexta, ele recebia presentes de brincar fora de casa, como bicicletas, patins, patinetes e skates.

E no sábado? Bom, sábado era o dia de ele próprio escolher qual brinquedo queria ganhar.

Era quando o pai de Cauã o levava para o Shopping para que pudesse olhar tudo.

Um belo dia, o pai chegou do trabalho, trazendo um presente para o filho, como era de costume.

Porém, depois de chamar o filho algumas vezes, percebeu que Cauã não estava ouvindo.

Foi quando ele resolveu ir até o quarto, ver o que ele estava fazendo lá.

Quando chegou no quarto de Cauã, o pai ficou assustado.

Cauã tinha ouvido o pai chamar, e estava tentando sair do quarto para ir até ele, mas não estava conseguindo! O problema era que uma pilha de brinquedos de Cauã tinha caído e obstruído a porta.

O menino tinha tantos brinquedos que eles não cabiam mais no quarto!

Cauã estava preso em seu próprio quarto, cercado de brinquedos por todos os lados.

Mas felizmente seu pai foi tirando os brinquedos um a um e colocando no corredor, até que conseguiu desobstruir a porta do quarto e resgatar o filho.

Ufa! Ainda preocupado, o pai perguntou:

- Filho, o que é isto? Como pode você ficar preso no seu quarto?

- Ah, pai! Eu fui juntando os brinquedos e fui guardando todos eles aí no meu quarto.

Só que eles são tantos que eu vou fazendo montes com eles, montes que sobem até o teto.

Aí hoje eles caíram no chão e tamparam a saída para a porta! Legal né?

- Legal nada! Eu não já te pedi para você doar alguns dos seus brinquedos velhos para a creche? Por que é então que eu estou vendo todos eles ali?

- Ah, pai! Eu gosto tanto dos meus brinquedos! Não quero doar nenhum deles não.

O pai ficou bem chateado.

Quase não dormiu aquela noite, pensando em tudo o que tinha acontecido.

No dia seguinte, quando chegou do trabalho, Cauã veio correndo até ele, empolgado para receber mais um presente, mas o pai apenas lhe deu um beijo e foi para a cozinha.

Então Cauã o seguiu e perguntou:

- Papai, qual é o meu presente de hoje?

- O presente de hoje não é um brinquedo, disse o pai.

É algo muito melhor

- Melhor que carrinhos e bonecos?

- Sim, melhor que tudo isso que você já tem.

Você se lembra da história de Jesus e o jovem rico?

- Não… - respondeu Cauã, curioso…

Sentados na cozinha com biscoitos e um copo de leite na mesa, o pai começou a contar a história de quando um jovem muito rico se aproximou de Jesus e perguntou “Mestre, o que eu preciso fazer para ganhar a vida eterna’.

E Jesus respondeu, “Obedeça aos mandamentos”.

Então o jovem ficou muito feliz, porque ele já fazia tudo certinho.

Mas Jesus lhe disse ”Falta ainda uma coisa para você.” E o jovem, surpreso, perguntou: “Mestre, o que eu ainda preciso fazer?” “

Venda as suas coisas, dê o dinheiro aos pobres e me siga”.

Nessa hora o jovem ficou muito triste, porque ele amava o dinheiro e as coisas que tinha.

Ele era muito rico e gostava de ter de tudo.

Jesus então continuou a sua caminhada e o jovem ficou ali parado, porque não queria seguir Jesus e fazer o que ele pediu.

Foi então que os discípulos perguntaram o que aconteceria com aquele jovem.

E Jesus respondeu: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus, porque Deus quer que vocês amem as pessoas e não as coisas.

Aquele jovem mostrou que ama mais as suas riquezas do que as pessoas, já que não quis dar o que tinha para os pobres.

Ele deveria se lembrar que foi Deus quem deu tudo o que ele tem e por isso ele deveria dividir o que recebeu com seus irmãos, que também são filhos de Deus”.

Cauã ficou os olhos esbugalhados enquanto ouvia essa história:

- Então Jesus quer que eu dê aos pobres tudo o que eu tenho?

Ainda com os olhos esbugalhados e agora cheios de lágrimas, Cauã foi confortado por seu pai

- Não é bem assim, filho.

Jesus quer que você se lembre que tudo o que você tem foi o papai do céu que me deu?

- Mas foi você quem me deu os presentes, papai

- Mas quem foi que deu um bom emprego para o papai conseguir comprar os brinquedos?

- Foi Deus né, papai?

- Exatamente! É vontade de Deus que todos nós tenhamos vidas alegres e felizes.

Tudo o que temos são bênçãos de Deus e ele se alegra quando as dividimos com nossos irmãos, porque assim eles também terão vidas boas..

- Pai

- Diga, filho

- Você me ajuda a separar os brinquedos para doação?

- Claro!

E lá foram eles para o quarto.

Cauã queria doar até os seus brinquedos favoritos, mas o pai disse que não era necessário.

Bastava que ele doasse aqueles brinquedos que ele não usava mais, com os quais ele já tinha brincado bastante.

E mesmo assim foram muitos brinquedos, eles encheram várias e várias caixas para doação.

No dia seguinte, pai e filho foram até a creche e entregaram os brinquedos para as crianças.

Foi muito emocionante ver os olhinhos delas brilhando com tanta coisa legal.

Um dos meninos da creche agradeceu muito ao Cauã quando recebeu dele um carrinho de controle remoto.

Ele disse que o papai do Céu tinha ouvido as orações dele, porque todas as noites ele orava por um brinquedo como aquele.

Cauã ficou muito feliz e ouviu uma das professoras dizer que ele estava sendo como mão de Deus atendendo aos pedidos dela também, já que ela estava orando por mais brinquedos para as crianças da creche.

- Algum tempo depois, Cauã perguntou para o pai:

- Pai, podemos voltar à creche hoje?

- Porque filho?

- Então, eu passei no quarto da mamãe e tinha uma montanha de roupas lá, igual àquela montanha de brinquedos que tinha no meu quarto.

E adivinha só?

- Não sei, o que aconteceu?

- Bom, eu esbarrei na montanha e todas as roupas caíram no chão, bloqueando a porta.

- Sério?

- Sim! Aí para sair de lá, eu peguei algumas caixas para doação e coloquei todas as roupas nelas.

Olha só está tudo aqui!

- Você fez o quê?

- Tá tudo bem, papai.

São roupas que a mamãe não usa mais mesmo.

Eu já ouvi ela dizendo que elas não cabem mais nela.

- Filho, a sua mãe estava guardando essas roupas para usar quando ela emagrecesse um pouquinho! Agora ela não está usando porque não cabe, mas ela gosta dessas roupas e ainda vai usar bastante antes de doar.

Nessa hora, ouviu-se um grito alto e estridente vindo de dentro do quarto dos pais:

- Cauããã! Que bagunça é essa aqui?! Cadê as minhas roupas?? Vem aqui agora!!!

Pai e filho olharam um para o outro com medo do que estava para acontecer.

- Filho, que tal a gente ir ver como estão as crianças na creche?

- Demorou - respondeu o filho.

E os dois fugiram, quer dizer, deram uma saidinha, até que a raiva da mãe passasse.

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